O museu e os arquivos coloniais: Da extração de povos ao anti-imperialismo | ONLINE E EM DIRETO | 13 jan 2021

Início: 13 de janeiro de 2021
Investimento: 68€ (preçário já inclui taxa de IVA vigente)
Horários: às quartas-feiras, das 13h às 15h30 (horário de Lisboa)
Total: 04 aulas
Duração: 04 semanas
Carga horária: 12h/aula

Pré-requisitos: básico
Público alvo: estudantes, fotógrafos, artistas, pesquisadores e interessados no tema

• O curso inclui certificado

• Todas as aulas online do f/508 são gravadas e fornecidas para que o aluno possa revisitá-las quantas vezes desejar

Um dos temas mais presentes na media e na produção académica se refere ao processo de descolonização de acervos presentes em museus e arquivos coloniais. Para além de se tratar da devolução de pertences aos países que foram explorados durante o colonialismo, o tema mostra-se demasiado complexo e profundo, sendo por isso necessário atentar para os aspectos económicos, políticos e culturais que fazem parte da história da formação das instituições coloniais.

O museu, criado na Grécia para repouso das mentes, se modifica a partir do século XV com a necessidade do colecionismo na Europa e surgimento dos gabinetes de curiosidade dos séculos XVI e XVII, resultando nos museus como são hoje. É esse passado colonial do museu, que o torna um “armazém” acumulativo de bens roubados (ou extraídos) de culturas que estavam em outras jurisdições territoriais dominadas pela Europa, que passa a ser discutido e questionado até pelos próprios museus e instituições que abrigam acervos coloniais.

Por isso, faz-se necessário recapitular os caminhos e armadilhas do processo de colonização extrativo que deu origem aos museus e arquivos tais como se apresentam hoje. Esse caminho exploratório, de modo introdutório, acontecerá com apoio de textos contemporáneos importantes para o pensamento descolonizador, permitindo compreender conceitos essenciais (e muitas vezes mal utilizados) que alargarão o conhecimento e o pensar em torno da instituição e dos arquivos que foram enriquecidos tendo como base a extração económica e cultural de povos colonizados.

Programa de curso

Serão enviados textos para leitura uma semana antes de cada encontro para, dessa forma, podermos discutir com profundidade artigos contemporáneos que abordam os seguintes temas:

1. O colonialismo e a colonialidade: o poder, o ser, o saber e o ver.
O pensamento pós-colonial para compreensão da ideologia colonial presente no mundo e os temas negligenciados pelo paradigma modernidade-colonialidade.

2. O Museu e o arquivo colonial: a história da criação do museu e dos arquivos.
Compreensão histórica e crítica das funções sociais, culturais e políticas do museu, da Grécia até hoje.

3. A política do arquivo: Práticas e discussões sobre os arquivos coloniais.
O colecionismo colonial, os “arquivos do mal” (Derrida) e as imagens imperialistas (Azoullay): A fotografia como parte de acervos e como prática extrativa.

4. Trauma e Restituição: Pode o museu ser descolonizado?
Avaliação de processos de reparação e restituição em todo o Mundo.

Professora

Lorena Travassos é Doutorada em Ciências da Comunicação (NOVA, Lisboa), no ramo “Comunicação e Arte”, com especialidade em Fotografia. Mestre em Comunicação (UFPB, Brasil) e fotógrafa. Atualmente é professora de História e Técnicas Fotográficas na Universidade Lusófona, na licenciatura de Fotografia, e investigadora assistente no projeto Photo Impulse (financiado pela FCT-PTDC/COM-OUT/29608/2017). É investigadora integrada do ICNOVA e formadora em cursos livres de projetos fotográficos em Lisboa.


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Investimento: 68€ (preçário já inclui taxa de IVA vigente)
Forma de pagamento: transferência bancária

Local das aulas: Plataforma Zoom (online)